Foi num bairro pequeno, de alma singela e céu azul chovido de véspera. Era perto do Centro de São Paulo, espaço que as pessoas chamavam “cidade”. Ir à cidade era pegar um ônibus que rangia muito ao brecar e fazia um som igual à música Una Lacrima Sul Viso do italiano Bobby Solo. Os ônibus eram verde e branco, acho. As sargetas tinham água suja, as ruas eram de paralelepípedos. As casas, uns sobradinhos acanhados de vila. E na igreja, aprendi a usar véu.
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